Tenho fome e sede da Palavra de Deus
Estamos em setembro, mês dedicado à Bíblia. Se agosto é o chamado e outubro a caminhada, setembro é o mês do alimento: a Palavra de Deus.

Caros irmãos e irmãs, chegamos mais uma vez na Semana Santa. Esta semana maior não deve ser mais uma, não deve ser como a do ano passado, retrasado, ou como a de dois, cinco, dez anos atrás. Deve ser vivenciada com muita fé, humildade e propósito de ressurreição.
O tríduo Pascal inicia-se na Quinta-Feira Santa com a missa de lava pés, mas antes, na parte da manhã, há uma missa chamada: Missa do Crisma. Os óleos dos catecúmenos e dos enfermos são abençoados e o óleo do Crisma é consagrado pelo Bispo Diocesano e concelebrado pelo clero local. Os presbíteros renovam as Promessas Sacerdotais na frente do Bispo e do povo de Deus, dizendo que querem continuar a viver na fidelidade e no serviço fraterno para com o povo.
À noite, na missa do lava pés, vivemos a caminhada de Jesus na dimensão do serviço: Jesus que se despoja de suas vestes, lava os pés dos discípulos, dizendo que devem fazer o mesmo. Institui o mandamento novo: "amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei" (João 13,34). Também institui a Eucaristia: "fazei isto em memória de mim", e determina o Sacerdócio (1 Cor 11, 24).
Após a homilia, o Padre realiza o mesmo gesto de Jesus, despojando-se de suas vestes e colocando o avental do serviço, lavando os pés de doze pessoas representando os apóstolos.
Após a comunhão, o altar é desnudado, representando que, naquele exato momento, estamos em vigília com Jesus, no Horto das Oliveiras. As reservas Eucarísticas são levadas em um local propício para esta vigília.
Já na Sexta-Feira da Paixão, vivemos todo o trajeto de Jesus em seu Calvário. Não é ministrado nenhum sacramento. Não há Missa. A Eucaristia é dada ao povo da Missa da Quinta-feira Santa.
Esta celebração possui três momentos de celebração da palavra:
O Sábado Santo celebra o fato mais importante da história da salvação, o mistério mais profundo de nossa fé: a ressurreição do Senhor. É a liturgia mais solene e rica de todo o Ano Litúrgico.
Vamos aprofundar em seus diversos momentos:
Cada domingo deve ser uma pequena Páscoa, em que, relembrando a Páscoa de Cristo, queremos nos reabastecer da Palavra de Deus e do pão dos fortes, para continuar nossa marcha para a Terra Prometida.
Já no Domingo da Ressurreição do Senhor, celebramos sua vitória sobre a morte. As leituras narram sua ressurreição e sua aparição à Maria Madalena e a alguns discípulos. Depois da segunda leitura há a sequência, proclamando esta certeza em nossas vidas.
Que através destas explicações possamos, meus irmãos e irmãs, celebrar com mais fervor e fé a nossa responsabilidade de assumirmos compromissos com o próximo, servindo sem olhar a quem.
Levemos a nossa cruz de cada dia, não como um peso, mas como esperança de ressurreição e de vida nova.
Não fiquemos só na Sexta-feira da Paixão: dor, sofrimento e tristeza, mas voltemos no Sábado Santo para proclamarmos: a morte está vencida pelo Senhor da Vida!
Cristo verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! E eu ei de ressuscitar!
Uma linda Páscoa, passagem da morte para a vida!
Que Deus abençoe você.
Pe. Lucas Alves da Silva
Estamos em setembro, mês dedicado à Bíblia. Se agosto é o chamado e outubro a caminhada, setembro é o mês do alimento: a Palavra de Deus.
Na Igreja, agosto é dedicado às vocações: sacerdotal, religiosa, matrimonial e leiga. Vocação vem do latim vocatio, que significa convite.
No centenário da Diocese de Santos, um texto sobre como a Igreja se organiza aqui: 9 municípios, 51 paróquias e 8 regiões pastorais.